A prisão de Temer não deve nos animar, pelo contrário.


Primeiramente, porque ela não se inscreve, propriamente, como uma ação jurídica. Ela é fruto de uma ação política, da disputa entre a Lava Jato e o STF e de Sérgio Moro e Rodrigo Maia.

Segundo, porque é pirotécnica, para dar respaudo à Lava-Jato diante das justas e tardias contestações que passou a sofrer. Fortalecer a Lava-Jato é justificar todas as ações contra Lula.

Terceiro, porque tira o foco do atropelo que já está sendo o trâmite da reforma da previdência e do assassinato de que o cidadão brasileiro será vítima.

Quarto, porque será assunto da mídia, que tentará silenciar os movimentos que ocorrerão amanhã Brasil afora, justamente contra a dita reforma.

Quinto, porque se é possível prender um ex-presidente e um ex-ministro, como não é possível colher o depoimento de um simples mortal chamado Queiroz?

Sexto, porque a proposta de contribuição dos militares para a reforma da Previdência, entregue ontem, é um tapa na cara do trabalhador brasileiro que perderá tudo.

Sétimo, porque a atuação do presidente da República é desastrosa, lesiva e humilhante ao Brasil. Sua estada nos EUA, encerrada há poucos dias, já se inscreve como uma das mais desonrosas ações de um chefe de Estado no Brasil. E, para além disto, porque sua relação e de seus filhos/asseclas com as milícias do Rio de Janeiro e, possivelmente, com o assassinato de Marielle estão desnudadas.

Obviamente, é preciso tirar o foco de tudo isto. E somente com algo de vulto, com um peixe grande.

É apenas mais uma armadilha e a vítima não é quem foi para trás das grades (situação que já deveria ter ocorrido), mas somos nós.

Nada a comemorar!

Todos os olhos abertos!!!

Allysson Mustafa | Coordenador Geral | SINPRO-BA
Foto: Divulgação da Web
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