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MUNDO ELEIÇÕES 2020

Mundo sob tensão: 10 conflitos que rodeiam a Assembleia Geral da ONU

Discursos de líderes começam nesta terça-feira 22 e devem refletir as principais disputas globais, além da crise do coronavírus

22/09/2020 10h24
Por: REDAÇÃO Fonte: GN NEWS
O PRESIDENTE JAIR BOLSONARO, DURANTE DISCURSO NA 74ª ASSEMBLEIA GERAL DA ONU EM 2019. FOTO: ALAN SANTOS/PR
O PRESIDENTE JAIR BOLSONARO, DURANTE DISCURSO NA 74ª ASSEMBLEIA GERAL DA ONU EM 2019. FOTO: ALAN SANTOS/PR

Aberta oficialmente em 15 de setembro, a Assembleia Geral das Nações Unidas dá palco aos líderes internacionais a partir da terça-feira 22, quando começam os chamados debates de alto nível. O cenário é inédito: por causa da pandemia do coronavírus, que já matou quase 1 milhão de pessoas em todo o mundo, as autoridades foram convidadas a enviar seus discursos em vídeo.

 

Mas não é só a crise sanitária que dá o tom da Assembleia neste ano. No aniversário de 75 anos da ONU, o evento vai cumprir o seu papel histórico de reunir vozes sobre os principais conflitos internacionais do presente. 

CartaCapital ouviu diferentes especialistas para descrever as disputas em que a Assembleia está inserida em 2020. A seguir, confira 10 cenários para ficar por dentro das discussões de um dos eventos mais importantes do mundo.

Brasil retorna como um ator global irrelevante

 

Um ano após um discurso incendiário, o presidente Jair Bolsonaro retorna ao palanque da ONU com o 2º maior número de mortos na pandemia e índices descontrolados de desmatamento e de queimadas.

Para Roberto Santana Santos, doutor em Políticas Públicas e professor na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), de 2019 para cá, a posição de Bolsonaro no cenário internacional mudou para pior, tornando-se um líder ainda mais isolado. 

Além do negacionismo da crise sanitária e da gestão ambiental, Santana cita decisões delicadas do Brasil em relação à própria ONU, como a abstenção a uma resolução que condenava a discriminação à mulher, colocando-se ao lado de governos conservadores como o da Arábia Saudita, do Egito e do Paquistão.

O professor avalia que as posições de Bolsonaro são vistas como “esdrúxulas” por outros líderes, em especial ao tornar a política externa brasileira como um “satélite” do governo dos Estados Unidos. 

 

“No início do século XXI, o Brasil tinha uma posição altiva. Grandes discussões internacionais sobre economia, meio ambiente e direitos humanos tinham o Brasil como grande participante. Hoje, é excluído disso”, aponta. “O Brasil que chega à Assembleia completamente fora dos debates, seja por posições nocivas à humanidade, seja porque se apequenou aos norte-americanos. O que parece é que não temos política internacional, o que nos torna um ator irrelevante.”

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